Pertencente à linhagem dos Sonhadores, jamais abandonou a Terra dos Sonhos. Diferentemente dos seguidores de Yig, sua tradição permaneceu fiel a Tsathoggua, preservando uma cultura milenar quase inalterada. Seu conhecimento não provém de memória individual perfeita, mas de uma cultura transmitida por incontáveis gerações — história, ritos e visão do cosmos. Civilizações humanas surgem e desaparecem em um intervalo que seu povo considera breve.
Os seguidores de Yig consideram os Sonhadores traidores da herança ancestral. A antiga cisão religiosa jamais foi esquecida. Juramentos feitos milhões de anos atrás continuam alimentando uma guerra silenciosa entre ambas as tradições — cultistas de Yig podem reconhecê-lo como inimigo antes mesmo de ouvirem sua voz.
Os Sonhadores preservam um antigo presságio segundo o qual a separação entre o mundo desperto e a Terra dos Sonhos enfraquecerá novamente. Sinais desse fenômeno começaram a surgir, levando-o a atravessar o Véu pela primeira vez em eras incontáveis — não para conquistar a humanidade, mas para descobrir se o presságio está correto.
Assim como os Cultistas aprenderam na Terra dos Sonhos que a liberdade de um pode implicar a prisão de outro, o Reptiliano testa o inverso: até que ponto a vontade coletiva de uma linhagem inteira pode se sobrepor à vontade individual de quem apenas busca a verdade. Sua cooperação é real, mas condicional — nunca deixa de responder, em última instância, à tradição dos Sonhadores.
Se o presságio estiver correto, humanos e Homens-Serpente poderão enfrentar um destino comum. Essa possibilidade sustenta uma cooperação sólida com os Cultistas, sem que ele precise abandonar sua identidade nem sua lealdade à tradição dos Sonhadores.
Sua presença entre humanos pode ser lida pelos seguidores de Yig como provocação. Um confronto envolvendo o grupo corre o risco de reativar uma guerra religiosa milenar que não lhes pertence — transformando aliados ocasionais em reféns de uma disputa que antecede a própria humanidade.
Fala e observa com desproporção temporal — pensa em séculos onde humanos pensam em décadas. Não demonstra superioridade, mas distância. Enquanto um investigador considera uma igreja antiga, ele enxerga uma construção recente. Como ThraKkus, o açougueiro, soma-se um tom rispido e evasivo — resposta curta, olhos baixos, mãos sempre ocupadas com o machado.
Coopera pontualmente com o grupo, sem abandonar a lealdade à tradição dos Sonhadores. Participação esporádica — some por longos períodos entre uma operação e outra, seguindo sua própria agenda na Terra dos Sonhos.
Descobrir se o antigo presságio dos Sonhadores está correto. Não veio para conquistar a humanidade — veio para entender se humanos e Homens-Serpente compartilham o mesmo destino.
Visão Infravermelha — percebe calor corporal na escuridão total. Movimento Serpentino — passagens estreitas, superfícies irregulares, natação, furtividade. Mordida Venenosa — inocula veneno; alvo testa Vontade para resistir.
A Terra dos Sonhos não é um lugar visitado. É seu verdadeiro lar. Pode moldar parcialmente a realidade onírica, viajar entre regiões, enfrentar criaturas oníricas, reconhecer caminhos esquecidos e, em maestria elevada, trazer objetos para a realidade.
Exilado da 1ª Linhagem — seguidores de Yig o reconhecem como inimigo. Estrangeiro da Vigília — dinheiro, tecnologia e costumes humanos lhe parecem artificiais e efêmeros. O Açougueiro dos Corpos Perdidos — como ThraKkus BerSssan, ajuda a sumir com corpos para uma organização que suspeita ligada a um culto disfarçado de Yig.
Escamas em tons de vermelho profundo, físico robusto e musculoso. Usa sobre o corpo um avental de açougueiro permanentemente manchado. Prefere um machado de açougueiro pesado — tanto ferramenta de trabalho quanto arma — a qualquer coisa mais discreta.
Um moinho abandonado nos arredores da cidade, convertido em açougue clandestino. Isolado, silencioso, de fácil acesso para quem chega sem ser visto — condições que valoriza tanto pelo trabalho quanto por hábito de Sonhador.
Participa esporadicamente, sem obrigação de comparecer a toda sessão — sua ausência não quebra a narrativa, está sempre "em trânsito pela Terra dos Sonhos". Motivação sólida para cooperar temporariamente com os protagonistas sem se tornar um oitavo Cultista fixo. Ficha corrigida contra web/regras.md e docs/Compêndios/COM__CONSTRUCAO_DAS_FICHAS__v1.0.0.md — fonte: docs/Dossiês/DOS__NPC_VISITANTE__HOMEM_SERPENTE_SONHADOR__v1.1.0.md.
Força 3 — Corpo Ágil e Musculoso
Reflexos 4 — Bote Veloz
Vontade 6 — Fé no Deus Sapo
Intelecto 7 — Herdeiro da Memória Ancestral
Forma Física 2 — Movimento Serpentino
Combate 4 — Mordida Venenosa
Interação 5 — Etiqueta dos Sonhadores
Percepção 3 — Sentidos Térmicos
Subterfúgio 5 — Furtividade Onírica
Cultura 4 — Aklo, História Pré-Humana e Tradições Ancestrais
Profissão 2 — Açougueiro na Baixada
Ocultismo 7 — Tradições dos Sonhadores, Tsathoggua e N'kai
Arcana: Sonhar 6 — Moldar a realidade onírica, viajar entre regiões, enfrentar criaturas oníricas
Iniciativa 7
Deslocamento 5
Corpo a Corpo 4
Distância 4
Defesa 13
Dano 1
“Humanos envelhecem rápido demais para que eu memorize seus nomes.”
“O silêncio da Terra dos Sonhos é mais antigo que qualquer império.”
Exilado da 1ª Linhagem — seguidores de Yig podem reconhecê-lo como inimigo.
Estrangeiro da Vigília — desconhece costumes básicos do mundo desperto.
O Açougueiro dos Corpos Perdidos — ajuda a sumir com corpos para uma organização suspeita de ligação com culto de Yig.
Fala e observa com desproporção temporal — pensa em séculos onde humanos pensam em décadas. Como ThraKkus, o açougueiro, soma-se um tom rispido e evasivo.
Descobrir se o antigo presságio dos Sonhadores está correto. Participação esporádica — coopera sem se tornar um oitavo Cultista fixo.