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Memória — S.0.3.3

2026.08.13
Narração — S.0.3.3 · AKKKKK-47
Elenco desta Sessão
Míchkin
Míchkin
Narrador da Crônica
Frater Crawly
Frater Crawly
Manifestação de Míchkin como Narrador — referenciado na retrospectiva (S.0.0)
BalaNoyan
BalaNoyan
Integrado à operação durante esta sessão
Frater Caverna
Frater Caverna
Presente durante a sessão
Rashid
Rashid
Mercador recorrente (S.0.1, S.0.2); indica a Balanoiã onde fica a loja de armas
Mercador de Armas
Mercador de Armas
Comerciante da Terra dos Sonhos; interpretação usa o Coringa como referência
Contexto inicial

A sessão inicia antes da entrada de BalaNoyan. Míchkin realiza a leitura do Capítulo 2 — "O Mal", de O Grande Arcano ou O Ocultismo Revelado, de Éliphas Lévi. O capítulo apresenta o mal não como um princípio absoluto, mas como desordem relativa, negação ou resistência à ordem. O sofrimento não é identificado automaticamente com o mal, assim como a morte e outras transições inevitáveis da natureza. A leitura avança pela relação entre erro, vontade e responsabilidade humana, atribuindo muitos dos flagelos experimentados pelos homens à ignorância, à desordem e às próprias ações humanas. Ao final, o mal aparece também como resistência contra a qual o esforço em direção ao bem se fortalece. A leitura alcança o início do Capítulo 3.

BalaNoyan ingressa depois. Míchkin apresenta o portal utilizado pelo Egrégore Protocol — as Memórias das sessões, as fichas dos cultistas, o guia de regras, o grimório das Habilidades Arcanas e os boletins de ocorrência — e explica a premissa da campanha.

"A gente não está investigando um culto."

Completa:

"Nós somos os cultistas."

BalaNoyan responde: "Entendi." Míchkin explica que os participantes representam versões de si mesmos dentro da campanha e que as fichas foram construídas a partir de comportamentos, escolhas e personagens registrados nas aventuras anteriores. O metajogo permanece integrado à Crônica. Antes que BalaNoyan possa participar da operação, porém, precisa conhecer o que ocorreu até aquele momento. Míchkin inicia a retrospectiva.

A retrospectiva

Míchkin reproduz a Memória da S.0.0. BalaNoyan recebe o registro do recrutamento dos cultistas, da manifestação de Frater Crawly, da missão para recuperar um artefato e da entrada consciente na Terra dos Sonhos. O artefato deveria ser reconhecido quando encontrado porque manifestaria a vontade de seu verdadeiro possuidor. HappyDream havia surgido como guia. A realidade da Terra dos Sonhos respondia às vontades dos cultistas. A primeira operação terminara diante de uma pirâmide. Os acontecimentos pertencem à S.0.0. Não acontecem novamente.

Míchkin passa à S.0.1: a tempestade de areia, o surgimento progressivo de pessoas, barracas e construções, o Mercado de Lembranças, informações trocadas por memórias, armas trocadas por lembranças de combate, a alfândega, os passaportes, o desaparecimento de HappyDream.

Míchkin avança para a S.0.2. Frater Caverna havia sido integrado à operação depois dos demais. Para obter sua primeira arma, contou a um mercador a lembrança de uma batalha contra aranhas gigantes e recebeu um machado. Da lembrança surgiu também um Marco. A integração de Frater Caverna estabelece uma referência para o que acontece agora: o cultista não havia participado da operação anterior, mas sua presença dentro da continuidade foi estabelecida quando retornou à mesa.

A retrospectiva prossegue. Na S.0.3, a procura pelos macacos marroquinos leva os cultistas até um contrabandista. Uma negociação transforma-se em confronto. Um homem armado procura o irmão. Macacos transformam-se em gárgulas. Os cultistas abandonam a loja. Uma multidão começa a reunir-se na rua. Cinco gárgulas iniciam a perseguição.

Somente depois da S.0.3 chegar ao fim, Míchkin retorna à sessão presente. Agora precisa responder a outra questão: onde estava BalaNoyan enquanto tudo aquilo acontecia?

O exemplo de Frater Caverna

Antes de perguntar a BalaNoyan, Míchkin utiliza Frater Caverna como exemplo do mesmo procedimento. Frater Caverna também não estava presente em uma das operações anteriores; na continuidade da Crônica, porém, o cultista existia dentro da Terra dos Sonhos. Míchkin comenta que, pelo perfil de Frater Caverna, poderia situá-lo do lado de fora, observando o entorno e verificando se estava tudo certo. O comentário refere-se exclusivamente a Frater Caverna.

Míchkin muda de interlocutor. Volta-se para BalaNoyan.

"Você chegou na Terra dos Sonhos naquele ambiente em que a galera estava trocando lembranças por informação, armas, itens e tudo mais."

BalaNoyan responde: "Certo. Agora me diga uma coisa: essa parte eu vi." Míchkin devolve a decisão: "Você que vai dizer se seguiu com os meninos ou se ficou lá." BalaNoyan estabelece sua entrada: "Não. Eu entrei mais atrasado. Aí, quando eu entrei, foi justamente nessa confusão." A posição está definida: BalaNoyan chegou depois.

Míchkin retorna então ao momento em que o grupo atravessava o Mercado de Lembranças. Pergunta se BalaNoyan havia feito alguma coisa enquanto os demais seguiam pela cidade — se havia procurado algum mercador, alguma informação, algum item, alguma arma.

BalaNoyan responde: "Rapaz, eu quis trocar, velho." Especifica: "Eu quis trocar por uma arma." Acrescenta: "Eu quis trocar umas lembranças." Formula sua decisão: "Eu gostaria de uma arma em troca de uma lembrança."

Míchkin estabelece que BalaNoyan acompanhou o grupo durante parte do percurso, ainda no Mercado de Lembranças, onde é Rashid quem lhe indica onde fica a loja de armas. Em determinado ponto, BalaNoyan entra na loja onde armas eram negociadas. A partir dali, deixa de apenas ouvir a retrospectiva — passa a participar da operação. Míchkin assume o Mercador de Armas.

Nota de esclarecimento (Master Cultist, pós-sessão): a indicação de Rashid como origem da informação sobre a loja de armas foi confirmada fora da transcrição verbatim desta cena — nenhuma fala de Rashid foi registrada no momento.

O Mercador de Armas

A voz muda. O mercador fala entre gargalhadas forçadas que surgem sem aviso, interrompem palavras e retornam antes que ele consiga controlar completamente a própria fala.

"KKKKKKK... Amigo, você veio atrás de itens de diversão?"

BalaNoyan responde: "Pois é. Acabei de chegar."

"Nunca vi você por aqui antes. KKKKKKK. Faz tempo que você chegou?"

"Não. Acabei de chegar. Estou conhecendo aqui."

"KKKKKKK. Que coisa boa. Então você acabou de chegar e o primeiro lugar que veio foi aqui?"

BalaNoyan corrige: "Não. Na realidade, foi o segundo. Eu fui naquela barraca lá atrás e ele mandou eu vir para cá."

"O que você deseja, meu amigo? KKKKKKK."

"Eu gostaria de uma arma em troca de uma lembrança."

O mercador oferece o que possui: "KKKKKKK. Você pode escolher aqui o que quiser. Temos de tudo um pouco." BalaNoyan observa as opções: "Poxa, é tudo arma de fogo?" — "Veja, eu tenho arma de fogo, mas... KKKKKKK... se você quiser outro tipo de arma, a gente pode conseguir também."

BalaNoyan decide: "Não, está bom. Pode ser uma AK-47." O mercador repete a escolha, a gargalhada atravessando o nome da arma: "Uma AK... KKKKKKK... 47?" BalaNoyan confirma.

A escolha determina o preço. O mercador não aceita qualquer lembrança: "KKKKKKK. Qual é a memória que você quer me contar para poder comprar essa arma?" Continua: "Tem que ser uma memória de uso de uma arma com consequências catastróficas, porque uma AK-47 não é uma arma simples. KKKKKKK."

BalaNoyan considera o que possui: "Você prefere uma memória de sucesso, de humilhação, de derrota... de vitória?" O mercador responde: "Quanto mais interessante a memória... KKKKKKK... melhor." Prossegue: "Se você me contar uma memória de frustração, de humilhação, você pode ganhar uns pentes de lambuja. KKKKKKK."

BalaNoyan decide: "Está bom. Eu vou contar uma história de humilhação." A reação é imediata: "KKKKKKK! Pois bem. Estou aqui para ouvir. Estou muito ansioso." BalaNoyan prepara-se para começar. O mercador não consegue conter outra gargalhada: "Adoro... KKKKKKK... memórias de humilhação."

A memória de humilhação

BalaNoyan inicia o relato: "Eu era um clérigo e participei de um combate. Só que, nesse combate, eu caí a zero pontos de vida." Continua: "E tive que rolar a sorte para ter uma cicatriz." A consequência aparece na rolagem: "E a cicatriz foi justamente a perda dos meus testículos." Conclui: "Isso foi motivo de humilhação muito grande pelo Mestre, pelos meus companheiros."

O mercador responde com outra gargalhada: "KKKKKKK! Mas você conseguiu recuperar os testículos?" BalaNoyan hesita: "Não..." O mercador insiste: "Você...? KKKKKKK." BalaNoyan encerra: "Não. Eu desisti de desistir."

A lembrança é aceita.

AKKKKK-47

O mercador estende a mão. Durante o gesto, uma AK-47 se manifesta.

"Muito bem, meu amigo... KKKKKKK. Aqui está a sua AK-47."

BalaNoyan reage: "Eita, p****." O mercador entrega a arma: "KKKKKKK. Excelente memória." Prossegue: "Agora essa memória não é só sua, meu amigo. Agora essa memória pertence à Terra dos Sonhos. KKKKKKK." Confirma a identidade do recém-chegado: "BalaNoyan é o seu nome, não é? KKKKKKK." — "Sim. Esse é o meu nome."

O mercador continua: "Já ouvi falar das suas histórias de sucesso." A gargalhada retorna no meio da frase seguinte: "Não pense que, quando você compartilha a memória... KKKKKKK... a gente não fica sabendo de toda a sua história." BalaNoyan responde: "Sim." O mercador pergunta: "KKKKKKK. Você tem várias histórias de humilhação?" A conversa continua por alguns instantes.

O mercador volta à arma: "Agora, cuidado. Cuidado com a forma como você usa. KKKKKKK." BalaNoyan agradece: "Muito obrigado." O mercador reforça: "KKKKKKK. Está poderosíssima." BalaNoyan responde: "Claro. Eu terei o máximo de cuidado. Isso é mais para defesa do que para ataque."

A resposta muda o rumo da negociação. O mercador pergunta: "Mas do que você está se defendendo aqui na Terra dos Sonhos? KKKKKKK." Continua: "Você veio aqui para sonhar ou você veio aqui para causar?" BalaNoyan responde: "Eu vim para sonhar e procurar um artefato."

A informação produz uma nova pergunta: "Um artefato? KKKKKKK. Que artefato você está procurando?" — "Eu não sei muitos detalhes ainda." — "Quem mandou você buscar esse artefato? KKKKKKK." BalaNoyan tenta recordar: "Foi um tal de... p****, como é? Gregório? Não. Como é o nome do..." Míchkin interrompe o roleplay por um instante: "Você não lembra?" BalaNoyan tenta novamente: "Era um tal de Gregório. Pelo menos eu acho que... não. Não sei. Não era, não. Algo assim. Eu sei que está..." A lembrança do nome falha. Uma informação permanece: "Numa pirâmide."

O mercador aceita.

A bala da vontade

A informação sobre a missão produz uma segunda entrega: "Por essa informação compartilhada... KKKKKKK... apesar do momento em que a memória falha, eu vou lhe dar uma bala." O mercador mostra a munição: "Essa bala aqui é especial. KKKKKKK."

BalaNoyan recebe a oferta: "Ah, obrigado." Observa a bala: "E o que é que ela tem de especial?" — "KKKKKKK... A sua vontade vai dizer." Depois o mercador a identifica: "Esta é uma bala da vontade. KKKKKKK." Pergunta: "Não é você que gosta de manipular a realidade?" BalaNoyan responde: "Às vezes. Não como um amigo meu chamado Mestreze." O mercador reage: "KKKKKKK." Faz uma última advertência: "Cuidado. Muitas vezes o que a gente julga ser sorte..." A frase permanece interrompida.

O mercador entrega a bala. A negociação termina: "Muito bom ter você aqui. KKKKKKK. Gostei muito da sua presença e das informações que você compartilhou comigo." BalaNoyan responde: "Obrigado. Foi muito bom conhecer você. Você é muito simpático." — "KKKKKKK."

BalaNoyan deixa a loja. Agora possui uma AK-47 e uma bala da vontade.

A ficha de BalaNoyan

A sessão retorna ao metajogo. Frater Caverna pergunta onde estão as fichas. Míchkin compartilha novamente o acesso ao portal. BalaNoyan encontra sua própria ficha e observa a representação: "P****, está massa, velho. Bota minha foto de novo para eu ver. P****, está arretada."

Míchkin explica que os arquétipos dos cultistas foram relacionados às cartas do Tarot e apresenta o Arcano de BalaNoyan: X · A Roda da Fortuna. BalaNoyan responde: "Massa, velho."

Míchkin passa aos Traços, explicando que as formulações foram construídas a partir dos registros das campanhas anteriores.

Características:

Habilidades:

Aspectos e Drama

Míchkin explica que os Traços funcionam como Aspectos — não são apenas descrições. Quando um Traço é pertinente à ação realizada, pode ser trazido para a narrativa; o jogador precisa justificar sua utilização dentro da situação. O Narrador também pode ativar negativamente um Aspecto quando a formulação representar uma complicação pertinente. A utilização está relacionada aos pontos de Drama.

Míchkin apresenta exemplos utilizando as fichas abertas no portal. Explica que uma mesma Habilidade pode combinar-se com Características diferentes dependendo da ação narrada: Forma Física pode ser utilizada com Força em um esforço corporal, com Reflexos em outra situação, ou com Vontade quando o personagem tenta continuar agindo apesar de uma condição adversa. A ação determina a combinação. BalaNoyan acompanha: "Certo."

Míchkin passa às rolagens, explicando a utilização dos três dados: em uma rolagem normal, o resultado intermediário é utilizado; Aspectos, vantagens e desvantagens podem modificar a escolha ou permitir alterações na rolagem. BalaNoyan acompanha a explicação: "Estou ligado."

Prognóstico Antroposófico

A apresentação segue para as Habilidades Arcanas. Míchkin apresenta uma das Habilidades Arcanas de BalaNoyan: Prognóstico Antroposófico — Leitura de Presságios. BalaNoyan reage: "Boa." Míchkin abre a descrição: a Habilidade permite extrair presságios e conhecimentos sobre o futuro ou o Cosmos. Explica que essas capacidades foram relacionadas aos padrões acumulados nas campanhas anteriores. Sobre aquela Habilidade, registra: "Essa Habilidade Arcana, só quem tem é você." BalaNoyan responde: "Estou ligado."

Míchkin apresenta outros elementos da ficha: Defesa — "Cartão de vacinação em dia"; Bônus de dano — "O doutor sabe onde dói." BalaNoyan responde: "Entendi." Míchkin continua demonstrando como os elementos da ficha podem ser incorporados às ações durante as operações. Depois passa à ficha de Frater Caverna.

Nenhum novo acontecimento envolvendo BalaNoyan ocorre na Terra dos Sonhos a partir deste ponto.

Frater Caverna

Míchkin utiliza a ficha de Frater Caverna para continuar a explicação, apresentando Traços, Habilidades e outros elementos mecânicos. Entre as Habilidades Arcanas, apresenta Sacrifício Rubro e explica seu funcionamento. BalaNoyan acompanha. A conversa permanece em metajogo. A partir desse ponto são discutidas fichas, regras, arquétipos e recursos do portal.

BalaNoyan não retorna ao Mercador de Armas. Não encontra os demais cultistas dentro da narrativa. Não utiliza a AK-47. Não utiliza a bala da vontade.

Encerramento

BalaNoyan informa que precisa deixar a sessão: "Galera, eu vou nessa, que vou ter que dormir bem para trabalhar amanhã." Repete: "Eu vou nessa aí, viu, galera?" Frater Caverna responde: "Beleza. Até domingo." BalaNoyan encerra: "Boa noite. Tchau." Sua participação termina.

Míchkin permanece com Frater Caverna. A S.0.3 volta a ser reproduzida e outros elementos do portal continuam sendo apresentados. Nenhum novo acontecimento diegético envolvendo BalaNoyan é registrado. A primeira participação de BalaNoyan na operação encerra-se antes de seu reencontro com o restante do grupo.

No estado documental registrado ao final da sessão, BalaNoyan possui:

O registro não informa o que BalaNoyan fará com nenhuma das duas. Também não registra sua participação na perseguição das gárgulas iniciada ao final da S.0.3. Esses acontecimentos ainda não ocorreram nesta Memória.

Fim da Sessão 0.3b.

Fios em aberto: a AK-47 e a bala da vontade seguem sem uso registrado; o reencontro de BalaNoyan com o restante do grupo e sua participação na perseguição das gárgulas iniciada ao fim da S.0.3 ainda não ocorreram nesta Memória.